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Podcast Endorfina

Projeto inédito resgata a história do triathlon no Brasil

Ex-triatleta Michel Bögli lança podcast de entrevistas com protagonistas da modalidade no país.

Pela primeira vez no Brasil, surge uma iniciativa que ira resgatar e valorizar a história do triathlon brasileiro. Idealizado pelo ex-triatleta profissional Michel Bögli, o Endörfina podcast traz bate-papos com os protagonistas dessa historia. Atletas e ex-atletas, profissionais e amadores, e pessoas que vivem o esporte, contam suas versões dos fatos que marcaram a trajetória do triathlon, às vésperas de completar 35 anos no país.

O formato podcast oferece bastante flexibilidade ao ouvinte. “A ideia é que as pessoas possam curtir o Endörfina enquanto treinam, no carro ou em qualquer lugar usando um smartphone”, completa.
Confira abaixo os bate-papos:
Alexandre Manzan
Neste episódio do Endörfina conversei com outro campeão mundial, o brasiliense Alexandre Manzan.
Em 1994, então com 18 anos ele sagrou-se Campeão Mundial Júnior de Duathlon na longínqua ilha da Tasmânia. Um ano antes, já havia vencido o Pan-Americano Júnior de Triathlon, feito que repetiu também em 1994. Vice-campeão do Circuito Mundial de Triathlon em 1996 e campeão de 3 etapas do Circuito Mundial no Japão (1996/98) e em Ilhéus, Bahia (1996).
Em nossa conversa Manzan relembra o começo da sua carreira e o talento que descobriu desde cedo. Ele fala também sobre um assunto polêmico: a juventude e a disciplina dos treinos de um atleta profissional. Ele revela de onde surgiu seu gosto por aventura, o que o levou para as provas de X-Terra e de Corridas de Aventura, além de expedições de caiaque, escalada, trekking e bicicleta por locais tão distantes quanto o Monte Roraima e o Aconcaguá, na Argentina.
Os cabelos longos foram sua marca registrada, além de uma corrida espetacular, quase sempre na casa dos 30' e baixo. Com um jeito de moleque, a versão triatlética do Menino do Rio, Alexandre Joaquim Fontes Manzan.

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Fernanda Keller
Carnavalesca de coração, chegou ao pódio do Ironman do Havaí com o terceiro lugar nada menos do que seis vezes! Ao todo foi quatorze vezes top 10. Seu melhor tempo: 9h24’30” (3h09’30” na maratona!) em 1999.
Por aqui, entre 1991 e 1996, não tinha para ninguém no mais importante campeonato nacional, o Troféu Brasil. Aos 44 anos, venceu o Ironman Brasil em Florianópolis, muito provavelmente um recorde até hoje!
Entre vários outros assuntos, ela revela em nossa conversa quem são seus ídolos no triathlon, a força dos seus laços familiares, sua opinião sobre as mulheres no esporte, seus primeiros treinos sob orientação do fisiologista Paulo Figueiredo, ainda na faculdade, a rotina de uma vida de “sacerdócio” (em suas próprias palavras), e o que a motivou e motiva até hoje.
Entre tantos títulos no triathlon e na Sapucaí, ouça um pouco da história do triathlon através da própria, a apaixonada Fernanda Keller Nunes.

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Armando Barcellos
No segundo episódio do Endörfina podcast converso com Armando Barcellos. O triatleta de Niterói (que já foi considerada a capital brasileira do triathlon) conta sua trajetória no esporte desde sua estréia na Corrida Alegre, em 1982, até a participação nas Olimpíadas de Sydney, já aos 34 anos. De garoto gordinho e mimado a tricampeão do Ironman e do Troféu Brasil, entre tantos outros títulos em mais de 300 competições, ele conta algumas de suas histórias. Um dos triatletas brasileiros com mais tempo de carreira (24 anos), ele fala sobre motivação, aprender a nadar aos 15 anos de idade, seus treinos, e a admiração e amizade com outra fera, Alexandre Ribeiro.

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Núbio de Almeida
Núbio de Almeida Lima, sociólogo de 59 anos, conheceu o triathlon por acaso em 1985 durante uma viagem à Nice, na França, quando presenciou a então famosa prova chamada Ironman de Nice, palco de nada mais nada menos de 10 vitórias consecutivas de Mark Allen.
Da infância como corredor de velocidade ao triatlhon, chegou a participar de oito provas de Ironman e diversos triathlons curtos.
Ele contou como sua paixão pelo triathlon o colocou na posição de organizador de provas desde 1988. Foi o criador do Troféu Brasil (inspirado no Troféu Brasil de Atletismo), que segundo ele é o campeonato de triathlon em atividade mais antigo do mundo, do Triathlon Internacional de Santos que chegou a atrair na década de 1990 os nomes mais importantes do cenário mundial, entre eles o próprio Mark Allen, Scott Molina, Mike Pigg e Spencer Smith.
Ele conta sua história com o Ironman de Florianópolis e seu novo projeto, o Terracom. Ao final de 2017, Núbio terá comandado o impressionante número de 189 provas, em 29 anos de atividade!
Ao longo desses anos todos, diversos talentos surgiram ou se consagraram nas provas Santistas: Armando Barcellos (meu convidado do episódio 02), Iris Amoedo, a própria Fernanda Keller (que estreou comigo o Endörfina), Adriana Piacsek (que em breve estará por aqui também), os brasilienses Leandro Macedo e Manzan, o argentino Oscar Galindez (outra presença já confirmada), Carla Moreno entre tantos outros.
Uma figura muitas vezes polêmica, mas sem dúvida nenhuma um apaixonado e corajoso. Segundo meu amigo, Alexandre Ribeiro, um dos responsáveis por manter viva a chama do triathlon brasileiro.

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Oscar Galindez
O argentino Oscar Saul "El Negro" Galindez (numeral 2), então com 18 anos, acabara de passar da categoria júnior para "mayores". Naquele ano (1989) ganhou seu 1° Campeonato Argentino, deixando para trás atletas atletas mais velhos e experientes. E essa foto foi tirada no final do campeonato em San Juan, disputando a vitória com Fernando Giacaglia de Mar del Plata.
Esse simpático argentino da província de Córdoba fez história no triathlon brasileiro e mundial. Jogador de basquete quando criança na pequena cidade de Rio Tercero, teve como mentor no início de sua carreira o técnico Javier Capitaine. Dono de um ciclismo poderosíssimo, Oscar revela no episódio de hoje seu segredo para pedalar tão bem!
Morador de Santos, litoral paulista, foi dominante durante mais de duas décadas no cenário nacional. Campeão Mundial de duathlon em Cancún em 1995, venceu 7 vezes o Triathlon Internacional de Santos e também o Troféu Brasil, além de três Ironman em Florianópolis (2003, 2006, 2007) e uma honrosa 11. colocação em Kona 2005. Venceu o famoso triathlon de Mar del Plata, com apenas 18 anos, em sua primeira prova fora da província de Córdoba.
Oscar também participou da RAAM ao lado de Carlos Galvão em 2014, prova que o fez "chorar em cima da bicicleta"!
Recentemente Oscar, aos 46 anos e recuperando-se de uma cirurgia no ombro, venceu o Trilogy Triathlon em Key Biscayne, Florida.
Ouça Oscar falando sobre o livro "Obra de um Guerreiro" que planeja publicar e já possui 17 capítulos escritos e expondo suas idéias a respeito do triathlon atual, esporte pelo qual, aliás, diz ter uma relação de "amor e ódio", ao longo de 30 anos de carreira.
Pai do Lorenzo (3), da Sofia (17) e do Thomas (21), que além de triatleta, é modelo, e marido da Lisa há 22 anos.
Siga-o, confira todo o seu extenso currículo e dê seu alô ao Oscar em suas redes sociais.

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Adriana Piacsec
A paulistana de Santo André, Adriana Camargo Piacsek, é a convidada deste episódio.
Adriana foi apresentada ao triathlon enquanto cursava a faculdade de Educação Física na USP, pela saudosa Cristina de Carvalho, de quem se tornaria uma grande amiga e parceira de treinos. Logo se encantou pela recém descoberta modalidade. Então, durante uma década inteira se dedicou profissionalmente ao esporte, tendo conquistado o título de campeã Panamericana em 1995 (em Santos) e depois em 1998 (em Varadero, Cuba). Porém, foi sua inesperada conquista do Troféu Brasil em 1997, que a colocou definitivamente no mapa das grandes triatletas brasileiras. Feito conseguiu repetir no ano 2000. Em nossa conversa ela fala sobre a surpresa de ter conseguido bater um ídolo, Fernanda Keller, em 1997, na última etapa do Troféu Brasil, por apenas meio ponto no ranking do campeonato.
Ela fala também da sua relação com a ginástica aeróbica no Brasil, do relacionamento com suas adversárias numa época que ainda havia poucas mulheres no esporte e da oportunidade de ostentar o maior patrocinío na época, com a administradora de cartões VISA e da frustação com a não classificação para a estréia do triathlon nos Jogos Olímpicos de Sydney.
Ouça nossa conversa e saiba mais sobre as lições de vida aprendidas na marra por causa de uma lesão e os anos de muita dedicação ao triathlon.
Hoje a Adri é professora e personal trainer, que se realiza transformando vidas através do esporte e cuidando da sua família.

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Marcos Paulo Reis
Minha conversa hoje é com o famoso professor Marcos Paulo Reis.
Este Niteroiense apaixonado por futebol fez carreira, fama e fortuna na maior cidade da América do Sul, como professor de corrida e triathlon dos ricos e famosos. Segundo ele mesmo, foi ao lado de Wanderlei de Oliveira, o criador do formato de negócio que conhecemos hoje como Assessoria Esportiva e que vive na última década, seu auge no Brasil.
Marcão contou como foi seu início de carreira aos 17 anos, ainda nas piscinas do Canto do Rio Futebol Clube, em Niterói e sobre a mudança para São Paulo para se casar. Da adolecência velejando na classe Pinguim ao lado de Luis Evangelista, até as horas a fio dando treinos de natação em São Paulo.
Falamos também sobre depilação, marketing, obsessão e motivação. Formado pela UERJ , foi técnico da seleção Brasileira de triathlon onde teve a oportunidade de vivenciar a época de ouro de Leandro Macedo e Alexandre Manzan.
Entre em contato com o Marcos Paulo, saiba mais sobre a MPR, seus livros, blog, demais atividades e siga-o nas redes sociais!

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Marcello Butenas
Meu convidado de hoje é o professor Marcello de Carvalho Butenas.
Boleiro na infância e surfista na horas vagas até hoje, teve seu primeiro contato com o triathlon em 1987 quando cursava a faculdade de Educação Física na USP. Disciplinado e talentoso, começou desde cedo a colecionar vitórias. Especialista em provas curtas, participou de quase todas as provas no Brasil entre 87 e 1996. Foi vice campeão do Troféu Brasil de Triathlon em 1991 e tetra campeão paulista em 1992, 93, 94 e 96.
Seu primeiro Ironman em Kona foi no ano de 1992. Voltou também em 95 e 96. Em Florianópolis participou das edições de 2002 e 2007, estabelecedo nesse último ano seu recorde pessoal nas distâncias!
Aos 50 anos, Marcello Butenas continua dando trabalho à concorrência. Em abril deste ano chegou em quinto colocado no Tri Day Series do Riacho Grande. Foi campeão mundial de Ironman em Clearwater no ano de 2009, aos foi aos quarenta e três anos, em 2014, campeão do Blenheim Palace Triathlon Challenge, prova beneficente num formato bastante diferente: os 20 atletas convidados devem realizar num final de semana o maior número de provas de curta distância, com largadas a cada 20 minutos, durante um período de 6 horas em cada dia. Marcello completou 8 no total, deixando todos os demais para trás!
Ouça a voz desse experiente atleta e técnico, que mantém o estilo de vida ativo e competitivo até os dias de hoje. Butenas fala sobre a cena atual do nosso esporte, sobre treinamento e preparação psicológica, sobre os medidores de potência e também conta algumas histórias interessantes e curiosas sobre a sua carreira.

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Sobre Michel Bögli
Foi por meio do polo aquático que Michel Bögli teve contato com o esporte competitivo, ainda aos 13 anos de idade. Representou o Esporte Clube Pinheiros em São Paulo até os dezoito anos, quando descobriu o triathlon. Entre 1988 e 1997 foram mais de 150 participações em provas e campeonatos nacionais e internacionais. Integrou a primeira equipe paulista de triatletas profissionais (equipe Ocean Pacific) e representou grandes marcas ao longo de uma década, entre elas Pão de Açúcar, Nike e Reebok. Integrou a seleção brasileira em seis ocasiões e conquistou diversos títulos regionais e nacionais, além de duas participações no Mundial de Ironman do Havaí e uma no Ironman da Nova Zelândia. O ápice da sua carreira veio em 1996, com a vitória no Triathlon Internacional de Porto Seguro (BA).
Em 1997, as corridas de aventura davam seus primeiros passos no país e Michel resolveu entrar de cabeça na modalidade. Primeiro vieram as corridas curtas e, em 1998, seria lançada a Expedição Mata Atlântica (EMA), emblemática prova com duração de quatro dias. No ano seguinte, provas cada vez mais desafiadoras e outra dificílima edição da EMA. Ao se mudar para Fortaleza no ano de 2001, Michel voltou a se concentrar no ciclismo de ultra distância, modalidade que experimentara desde 1994, quando integrou a primeira equipe brasileira a participar da Race Across America (RAAM), voltando também nos anos de 1995 e 1997. Na categoria duplas, Michel participou em 2001 novamente da RAAM, vencendo e estabelecendo um novo recorde para a travessia transcontinental norte americana. No mountain bike, participou da Cape Epic, conhecido como o Tour de France do MTB, de 2008 à 2011.

Michel foi idealizador do Desafio 24h de ciclismo em Fortaleza (de 2002 a 2007) e organizador também de mais de 40 corridas de rua em diversas capitais. Foi diretor técnico das duas edições brasileiras do L’Étape by Le Tour de France e esteve à frente do programa de esportes para colaboradores do Grupo Pão de Açúcar por mais de 15 anos.

Contato:
Tel.: (11) 94842-1718
michel@endorfinabr.com
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